Desafios Logísticos que as empresas terão que conviver com a Pandemia do COVID – 19

Desafios Logísticos que as empresas terão que conviver com a Pandemia do COVID – 19

Embora a vacinação contra o Covid-19 avança, mas de forma desigual ao longo do mundo, gerando uma luz no fim do túnel da pandemia, ainda não existem sinais concretos de que estamos nos encaminhando para o final deste pesadelo, muito em virtude do surgimento de novas variantes mais contagiosas e com maior taxa de letalidade.

Diante desta realidade imposta as empresas tem que se preparar para um novo ciclo de mudanças estruturais na forma como se relacionam com seus clientes e estas alterações, deverão obrigatoriamente, passar pela construção de novos processos logísticos.

Quando analisamos os ganhos logísticos obtidos pelas empresas e suas diversas cadeias de negócios nas últimas duas décadas, temos que voltar um pouco no tempo, para entender como esta situação se consolidou e como ela tende a ser alterada, de forma significativa, para que as empresas possam conviver com esta nova realidade imposta pelo Covid-19.

Nos últimos anos a escolha de alternativas estratégicas ancoradas nos pilares da inovação (seja ela em processos e/ou ideias) e da gestão de projetos, tem merecido destaque no universo logístico, pelo fato das empresas serem praticamente obrigadas a atingir um nível de competitividade jamais visto na história do capitalismo moderno, principalmente em setores que utilizam, intensivamente, a tecnologia, o capital financeiro e o capital intelectual.

A inovação logística e a gestão de projetos e processos encontram-se nos alicerces das estratégias das organizações consideradas mais competitivas em seus respectivos setores de atuação, podendo atingir  tanto seu modelo de gestão e/ou sua cultura organizacional, quanto seus processos para geração de valor, pois estas empresas, estão inseridas em uma ambiência competitiva caracterizada pela globalização de mercados, hiper competitividade, com foco sobre o preço final dos serviços prestados, qualidade e satisfação do consumidor, ambiência esta, que força a busca constante por uma lucratividade capaz de garantir a sobrevivência destas organizações no médio e longo prazos.

A construção de cadeias logísticas integradas por sistemas inteligentes e sustentadas por eficientes modais de transportes, permitiu a estas organizações obter uma grande e complexa descentralização de seus processos produtivos, jamais vista na história, gerando uma onda de competitividade que se alastrou por praticamente todos os países, tendo a China como grande timoneiro deste processo.

Hoje, praticamente todas as cadeias logísticas dependem direta ou indiretamente do fluxo de produção Chinês, que foi o primeiro a ser afetado pelo Covid -19. Esta situação se alastrou pelo mundo,  antes mesmo do vírus se espalhar pelos países, pois a China teve que interromper seu fluxo produtivo, gerando grandes transtornos para as empresas industriais.

Com a rápida disseminação do vírus pelos países, e a consequente paralização em maior ou menor grau das economias novos desafios se impuseram  para as empresas, que passara a conviver em um cenário, ancorado em um distanciamento social forçado, que implicou em uma nova forma de se consumir produtos e serviços, fazendo com que as cadeias logísticas, de forma forçada criassem formas para atuar neste cenário disruptivo.

Não se espantem se os modelos de produção hoje totalmente descentralizados, sofram algum tipo de centralização com a construção de cadeias de suprimento mais próximas dos centros industriais, uma forma de just in time ao avesso, sem contar com o fato, de que as economias, não devem mais andar mais sincronizadas como antes da pandemia.

Aberturas, fechamentos, distanciamento, afrouxamento, serão palavras de ordem na nova economia que se aproxima e a internet e os sistemas logísticos integrados e inteligentes serão um grande diferencial neste momento.

Este novo cenário trazido pelo Covid-19 ao universo empresarial irá obrigar as empresas a construir novos processos logísticos se quiserem sobreviver a esta nova realidade nos próximos 18 meses no mínimo.

Esta afirmação pode parecer um tanto apocalíptica, mas se considerarmos os novos fatos e a nova realidade advinda do vírus, que está impondo a humanidade a uma quarentena forçada de saúde e sem a perspectiva de uma vacinação em ampla escala capaz de atingir grande parte dos 7,5 bilhões de habitantes do planeta no curto e médio prazo.

Este novo quebra cabeça deverá impor, urgentemente as empresas, a criação de novas formas de se relacionar com seus clientes e fornecedores e tudo passa necessariamente pela construção de novos processos logísticos isso é inevitável e pode gerar um novo fluxo de oportunidades para quem largar na frente e for capaz de se adaptar com mais rapidez.